9 de maio de 2014

AFINAL | Jejum de Sexo. Pode?



Olá pessoal, bom dia. Sei que a questão sexo pode/deve chocar alguns, mas como este é um ENORME tabu dentro das nossas igrejas (e NÃO está isolado da Palavra de D-S), deixo aqui avisado de antemão que veremos (e MUITO!) assuntos relacionados a este tema por aqui.

Sobre o jejum:

Ao estudarmos as Escrituras Sagradas concluímos que, antes de tudo, ele é bíblico. Portanto, deve ser olhado de um ponto de vista espiritual e para a glória de D-s. É preciso que aquele que irá fazê-lo tenha em mente a plena convicção de sua finalidade.

Para o jejum do relacionamento sexual, a Bíblia estabelece qual deve ser o seu motivo bem como a sua duração. O texto de I Coríntios 7.5, diz:

"Não vos priveis um ao outro, senão por consentimento mútuo por algum tempo, para vos aplicardes ao jejum e à oração; e depois ajuntai-vos outra vez, para que Satanás não vos tente pela vossa incontinência."

Aqui, podemos observar que a orientação de Paulo passa pelos seguintes parâmetros: 

- a abstenção do ato sexual deve ser por consentimento mútuo e por motivo de consagração espiritual (isso mostra que deve haver sempre um acordo nesse tipo de jejum afim de que o outro não fique prejudicado); 
- essa abstenção (ou jejum) deve ser acompanhada da oração; 
- ela NÃO deve ser demorada (por um motivo muito importante: para que Satanás não os tente). 

Porém, antes de seguir qualquer uma dessas recomendações, é importante entendermos alguns aspectos importantes sobre essa orientação paulina:

- ela NÃO é feita em forma de mandamento (obrigatório), mas de recomendação (com liberdade de opcionalidade), ficando à critério do casal, de acordo com o domínio próprio de cada um, a decisão de abster-se ou não.

"Digo, porém, isto como que por permissão e não por mandamento." (1 Coríntios 7.6)

- A consagração em forma de jejum é uma atividade que exige preparo não só do caráter espiritual, mas também de caráter físico e emocional.

- Se um dos cônjuges for, com diz Paulo em I Coríntios 7.14, descrente, há uma necessidade maior de prudência e sensatez na decisão, pois o(a) parceiro(a) poderá não entender o propósito do jejum e acabar rompendo a relação ou ir à procura da realização sexual fora do casamento já que sua esposa ou marido não lhe satisfaz. Tudo por não estar preparado espiritualmente para enfrentar isso.  

FINAL E RESUMIDAMENTE: 

O cristão privado da atividade sexual normal com o cônjuge pode ser tentado pelo inimigo a um desvio de conduta moral, pois, como a Bíblia mesmo define: a natureza humana está suscetível à queda.

É necessário, portanto, que como cristãos estejamos atentos ao darmos início a campanhas deste tipo, indo somente, até onde entendemos que seremos capazes de suportar (ainda que sejam para nosso fortalecimento espiritual), afim de não dar lugar à nossa carne e acabarmos em pecado.

Graça e Paz!



  

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